Technische Universität München

The Entrepreneurial University

 
Os canabinóides exercem os seus efeitos através da activação de dois receptores específicos, situados na superfície das células-alvo. As provas recentes sugerem que múltiplos ligandos endocanabinóides também podem ter um papel importante na manutenção e regulação de gravidez precoce e fertilidade. Além disso, os endocanabinóides estão envolvidos no controlo pituitário anterior e hipotalámico das hormonas sexuais. A marijuana, tetrahidrocanabinol (THC) e outros canabinóides exógenos exercem fortes efeitos nesta homeostase.
Em homens, fumar cannabis diminui as concentrações séricas de LH. Em alguns estudos, a utilização crónica de marijuana apresentou-se como estando associada a níveis plasmáticos diminuídos de testosterona, porém outros estudos falharam na reprodução destas descobertas. Tem sido observada de um modo mais consistente a contagem reduzida de esperma nos homens.
Em mulheres, a administração aguda de THC suprime a secreção de LH na fase luteal. Em utilizadores crónicos, diminui os ciclos menstruais, o efeito é predominantemente uma fase luteal curta que produz irregularidades menstrual e falta de ovulação. Alguns dados sugerem que a diminuição da libertação do GnRH hipotalámico na pituitária é responsável pelo nível suprimido de LH. O possível mecanismo deste efeito de THC é a modulação dos sistemas neuronais, conhecidos por inibir a secreção de GnRH.
Vários estudos experimentais e clínicos mostraram efeitos adversos da exposição a marijuana no desenvolvimento embrionário e no início da gravidez. Nas mulheres, a utilização de cannabis durante a gravidez está relacionada com peso baixo à nascença, prematuridade, atraso de crescimento intra-uterino, presença de anomalias congénitas e morte perinatal.  
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